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Sociedade Brasileira de Imunizações lança campanha de combate à meningite


A SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações) lançou neste mês de abril a campanha “Meningite: A Informação Vencendo o Medo”, em alusão ao Dia Mundial de Combate à Meningite (24 de abril).

A meningite é uma doença temida pela população devido à alta letalidade e, em parte, à desinformação. Apesar disso, à adesão às vacinas disponibilizadas gratuitamente nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) é aquém da esperada, segundo o Ministério da Saúde.

De acordo com a SBIm, um a cada cinco que desenvolvem a doença meningite morre, a despeito de ser atendido no tempo adequado. Quanto antes atendido, melhores são as chances de sobreviver. Dos que sobrevivem, entre 10% e 15% têm sequelas, como surdez, cegueira e outras complicações neurológicas.

A meningite acontece quando há uma inflamação das meninges, as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. No Brasil, a doença é considerada endêmica e os casos acontecem ao longo de todo o ano.

Entre os agentes infecciosos, as meningites bacterianas e as virais são as mais importantes do ponto de vista da saúde pública e também as que causam mais preocupação, devido a sua magnitude, capacidade de causar surtos e, no caso da meningite bacteriana, devido à sua maior gravidade.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2018, foram registradas 1.072 ocorrências de doença meningocócica no Brasil e 218 mortes. Em 2017, no mesmo período, foram 1.138 e 266, respectivamente.

Em relação à meningite pneumocócica (causada pela bactéria Streptococcus pneumoniae, ou pneumococo) foram 1.030 ocorrências e 321 mortes em 2017, e 934 e 282 em 2018. As meningites causadas por outras bactérias somaram 2.687 notificações e 339 óbitos em 2017, e 2.568 e 316 em 2018.

O sorogrupo C é o principal causador de doença meningocócica no Brasil, responsável por cerca de 60% dos casos.

Quanto à meningite bacteriana, as bactérias que a causam se espalham de uma pessoa para outra por meio das vias respiratórias, por gotículas e secreções do nariz e da garganta. Existem também bactérias, como a Listeria monocytogenes e da Escherichia coli, que podem se espalhar por meio dos alimentos.

Algumas pessoas podem transportar essas bactérias dentro ou sobre seus corpos sem estarem doentes. Essas pessoas são chamadas de “portadoras”. A maioria dessas pessoas não adoece, mas ainda assim pode espalhar as bactérias para outras pessoas.

Os sintomas da meningite incluem início súbito de febre, dor de cabeça e rigidez do pescoço. Muitas vezes há outros sintomas, como mal-estar náusea vômito fotofobia (aumento da sensibilidade à luz) status mental alterado (confusão) com o passar do tempo, alguns sintomas mais graves da meningite bacteriana podem aparecer, como convulsões, delírio, tremores e coma.

As meningites bacterianas são tratadas com antibióticos, em ambiente hospitalar. Existem vacinas contra os principais sorogrupos que causam a doença meningocócica (A, B, C, W, Y).

A vacina para o tipo C está disponível no Calendário de Vacinação do Programa Nacional de Imunização da rede pública para os seguintes grupos: imunização primária de duas doses, aos 3 e 5 meses de vida, e o reforço, preferencialmente, aos 12 meses, podendo ser administrada até os 4 anos de idade adolescentes entre 11 e 14 anos pessoas em condições especiais de saúde atendidas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais. 

Manter a vacinação em dia, evitar locais com aglomeração de pessoas, deixar os ambientes ventilados, não compartilhar objetos de uso pessoal e reforçar os hábitos de higiene são importantes dicas de prevenção que a Medical dá para evitar as meningites.



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