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Quer iniciar 2020 com novos hábitos? Comece cuidando do coração!


A atividade física é sempre indicada para melhorar e aumentar a qualidade de vida das pessoas. No caso do coração, ela não só ajuda a melhorar a circulação sanguínea, como também faz ele se adaptar e ganhar um ritmo melhor. Ou seja, o músculo cardíaco sofre alterações estruturais e funcionais benignas à medida que ele é mais solicitado em uma atividade intensa. 

Se o coração é exigido com frequência quase diária e por uma duração média acima de uma hora, são boas as chances de ele crescer. Exercícios aeróbicos e cíclicos, como por exemplo, corridas de longa distância, ciclismo, natação, triatlo, remo e futebol, são apontados como os mais comuns na lista dos que provocam o "coração de atleta".

Na prática destas atividades o coração realmente cresce, embora não aconteça de um dia para o outro. Uma das alterações mais comuns o aumento da espessura da parede do coração, conhecido como hipertrofia do músculo cardíaco.

Essa adaptação é acompanhada da dilatação da cavidade do coração, especialmente do ventrículo esquerdo, que já é mais espesso por ser responsável por bombear sangue para praticamente todo o corpo. Geralmente, essa hipertrofia se dá de maneira simétrica no coração de atleta. Nos casos de cardiopatias, o resultado costuma ser diferente, promovendo crescimentos assimétricos relacionados a doenças que podem levar à morte súbita.

É importante destacar também que o coração de atleta mantém suas funcionalidades intactas. Na verdade, ele é até mais eficiente do que o coração de uma pessoa sedentária, por exemplo. O coração tem um batimento mais eficiente, com maior volume de sangue bombeado e menor quantidade de batimentos cardíacos por minuto.

Essa característica, inclusive, é a responsável por uma das adaptações fisiológicas mais comuns no "coração de atleta", chamada bradicardia, que define quando os batimentos cardíacos são inferiores a 60 por minuto em repouso. Como esse coração é mais eficiente, ele precisa bater menos vezes para transportar o sangue necessário aos músculos e demais órgãos. E o coração bate mais lentamente também para o atleta não atingir seu limite durante uma atividade esportiva.

No entanto, como algumas dessas características também podem estar relacionadas a doenças cardíacas, diagnósticos errados confundindo coração de atleta e cardiopatias são comuns, segundo o cardiologista. É muito difícil dizer se as adaptações indicam ou não uma doença, por isso é preciso fazer vários exames, levantar o histórico esportivo do paciente, saber quais modalidades ele pratica.

Uma recomendação comum orientada por médicos em casos de suspeitas de cardiopatias é fazer um período de repouso, sem nenhum tipo de atividade, como por exemplo o destreino, onde as adaptações fisiológicas do coração de atleta regridem. Além disso, alguns exames também são indicados, pois podem confirmar que os sintomas eram apenas alterações benignas resultantes do exercício.



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