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Saiba mais sobre a tuberculose, uma das doenças mais antigas do mundo


Dia 24 de março é o Dia Mundial da Tuberculose. Esta data foi escolhida pela OMS (Organização Mundial da Saúde) por corresponder à descoberta do bacilo causador da doença por Robert Koch, em 1882. 

A tuberculose é uma das enfermidades mais antigas do mundo. Mas não é uma doença do passado como muitos imaginam. Está em estado de emergência global decretado pela OMS como enfermidade reemergente desde 1993. 

O Dia Mundial da Tuberculose não é uma data para comemoração, mas uma ocasião de mobilização mundial, nacional, estadual e local buscando envolver todos às esferas de governo e setores da sociedade civil na luta contra esta enfermidade. É o marco fundamental de uma campanha permanente, fator fundamental para a intensificação das ações de controle da doença. Por isso é necessário divulgar o problema, mobilizar a sociedade e dar visibilidade nacional ao esforço brasileiro de luta contra a tuberculose.

A tuberculose é grave, porém curável em praticamente 100% dos casos novos, usando a medicação adequada. Com os recursos disponíveis, é perfeitamente possível o controle da doença, desde que exista o compromisso de todos. Garantir o acesso a um diagnóstico rápido e ao tratamento supervisionado humanizado deve ser a meta para a tuberculose deixar de ser um problema tão grave.

A doença é transmitida de pessoa a pessoa, principalmente pelo ar. Quando o infectado tosse, fala ou espirra, ele lança no ar gotículas, de tamanhos variados, contendo no seu interior o bacilo. Essas gotículas podem chegar aos pulmões das outras pessoas pela respiração. As gotas maiores, devido a seu peso, tendem a se depositar no chão. Mesmo que sejam aspiradas, o tamanho delas faz com que encostem na traqueia ou nos brônquios, provocando o reflexo da tosse. Assim, os bacilos são expulsos e não conseguem atingir a parte mais profunda dos pulmões.

Embora o risco de adoecimento pela tuberculose seja maior durante os dois primeiros anos após a infecção, pode persistir por toda a vida, na forma de infecção latente. Cerca de 90% dos infectados permanecem nesta condição pelo resto da vida, apenas 10% vão adoecer, 5% logo após a infecção e os outros 5% ao longo da vida, desde que tenham sua imunidade conservada.

O quadro clínico não apresenta nenhum sinal ou sintoma característico. Os sinais e sintomas evoluem lentamente observando-se, geralmente comprometimento do estado geral, febre baixa vespertina com sudorese, inapetência e emagrecimento.

Quando a doença atinge os pulmões, o indivíduo pode apresentar dor torácica e tosse produtiva, acompanhada ou não de escarros hemoptoicos. A tosse produtiva é o sintoma mais frequente da forma pulmonar. Nas crianças também é comum o comprometimento ganglionar mediastínico e cervical (forma primária), que se caracteriza por lesões bipolares: parênquima e gânglios. 

Nos pacientes adultos, maiores de 15 anos, a tuberculose pulmonar é a forma mais frequente, atingindo cerca de 90% dos casos. Nos menores de 15 anos, este percentual e de 75%, podendo, entretanto, se localizar em outras partes do organismo: rins, ossos e meninges, dentre outras, em função das quais se expressará clinicamente. 

Uma das formas mais graves é a tuberculose miliar, decorrente de disseminação hematogênica com acometimento sistêmico, quadro tóxico infeccioso importante e grande risco de meningite. Os pulmões se apresentam difusamente ocupados por pequenas lesões. Os demais órgãos também podem ser acometidos por lesões idênticas.

O exame microscópico direto do escarro é o método simples e seguro permite descobrir as fontes mais importantes de infecção: os casos bacilíferos. Para o diagnóstico, recomenda-se a coleta de duas amostras de escarro: uma na unidade de saúde, na primeira consulta, e outra, independentemente do resultado da primeira, na manhã do dia seguinte, ao despertar.



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