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Setembro Dourado: campanha alerta sobre importância do diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil


Para intensificar o movimento de conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil, o mês de setembro é tradicional e mundialmente conhecido por representar a causa, que leva como símbolo o laço dourado.

Dados, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), indicam que haverá em torno de 12 mil novos casos de câncer infantojuvenil. Para tanto, ainda segundo informações do INCA, nas últimas quatro décadas, o progresso no tratamento do câncer na infância e na adolescência foi extremamente significativo.

Atualmente, em torno de 80% das crianças e adolescentes acometidos da doença podem ser curados, se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados. A maioria deles terá boa qualidade de vida depois do tratamento. O importante é ficar de olho nos sinais e sintomas e procurar orientação médica o mais rápido possível.

Com relação ao câncer infantil, as doenças têm uma evolução mais agressiva e rápida, então a história de desenvolvimento do câncer infantil é mais curta do que em adultos. Nos adultos têm um crescimento mais lento e arrastado. Outra grande diferença é com relação à expectativa de chance de cura. O câncer infantil é uma doença que tem alta taxa de cura, cerca de 80%. 

Com relação aos adultos, o prognóstico é muito menor. A terceira diferença é com relação à causa: nos adultos a causa é relacionada a fatores ambientais, exposição ao tabagismo, sol, HPV, dentre outros fatores. Na criança é muito mais importante o peso dos fatores genéticos, então a criança já nasce com uma predisposição genética a desenvolver o câncer infantil e pouco se tem a fazer com questões de exposições a agentes desencadeantes ambientais.

Sobre os sintomas, os pais precisam ficar atentos aos sinais emitidos pelos filhos. Uma febre arrastada e que não tem um motivo, nenhuma infecção, aparecimento de caroço na barriga, manchas brancas nos olhos principalmente em fotos com flash, manchas roxas pelo corpo se não estiverem relacionadas a pancadas, emagrecimento excessivo, perda de peso sem explicação, caroços em outras localizações do corpo que estejam crescendo, dores ósseas, dores de cabeça principalmente acompanhadas de vômito, desequilíbrio, devem ser investigadas. São sintomas muito corriqueiros na prática clínica da pediatria, mas que têm detalhes que chamam a atenção e devem ser vistos de forma atenta pelos pediatras.

O pediatra tem um papel extremamente importante na identificação dos sinais de alerta do câncer infantil em auxílio com os pais, porque ele conhece aquela criança desde que nasceu, então vai saber quando alguma coisa saiu do normal.

Os cânceres em adultos estão relacionados a questões ambientais e nas crianças, os fatores genéticos são importantes, mas é preciso ressaltar que genético não necessariamente é hereditário. Quando a gente fala em genético, não necessariamente passa de pai para filho, é que em algum momento, na formação daquela criança no útero, ocorreu algum erro na formação de algum gene e aquele gene pode ser um proto-oncogene ou uma alteração num gene de supressão tumoral, que são alterações que podem levar ao desenvolvimento de câncer infantil. A causa do desenvolvimento do câncer é multifatorial, nunca só genético ou ambiental.

Considerando essa questão, isso torna muito difícil da gente conseguir fazer uma prevenção primária do câncer infantil, ou seja, na realidade, quando a gente fala de prevenção, é uma prevenção secundária, com diagnóstico precoce para aumentar as chances de cura. A gente nem tem hoje exames para saber que crianças têm essas alterações genéticas.



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