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Diabetes: uma doença que afeta mais de 13 milhões de brasileiros


Cerca de 250 milhões de pessoas no mundo têm diabetes. Os números assustam e ajudam a avaliar o tamanho do desafio para combater essa doença. E para reforçar a conscientização a respeito desse mal, principalmente em relação a sua prevenção e as dificuldades enfrentadas pelos pacientes, foi instituída pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), no dia 14 de novembro, o Dia Mundial do Diabetes.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, no Brasil existem, atualmente, mais de 13 milhões de pessoas vivendo com diabetes e esse número tende a aumentar. No Brasil, as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como diabetes, são responsáveis por mais de setenta por cento das mortes, sendo que o excesso de peso é o maior fator de risco para o aumento da doença. “No Brasil, em 2008, 70,6% dos casos de diabetes em mulheres e 60,3% dos casos de diabetes em homens são atribuídos ao excesso de peso”, destacou a Coordenação Geral de Prevenção de Doenças Crônicas e Controle do Tabagismo do Ministério da Saúde.

Mas você sabe o que diabetes? É uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz. Mas o que é insulina? É um hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue. O corpo precisa desse hormônio para utilizar a glicose, que obtemos por meio dos alimentos, como fonte de energia. Quando a pessoa tem diabetes, no entanto, o organismo não fabrica insulina e não consegue utilizar a glicose adequadamente. O nível de glicose no sangue fica alto - a famosa hiperglicemia. Se esse quadro permanecer por longos períodos, poderá haver danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos.

O acompanhamento e a orientação especializada são essenciais para que o paciente se sinta seguro e para o tratamento desse tipo de doença crônica, principalmente para se sentir apoiado e acolhido para lidar com as diferenças do diabetes.

Principais tipos de diabetes:

Diabetes tipo 1 - onde o sistema imunológico do corpo ataca e destrói as células que produzem insulina

Diabetes tipo 2 - em que o corpo não produz insulina suficiente ou as células do corpo não reagem à insulina

Diabetes Gestacional

Durante a gravidez, para permitir o desenvolvimento do bebê, a mulher passa por mudanças em seu equilíbrio hormonal. A placenta, por exemplo, é uma fonte importante de hormônios que reduzem a ação da insulina, responsável pela captação e utilização da glicose pelo corpo. O pâncreas, consequentemente, aumenta a produção de insulina para compensar este quadro.

Em algumas mulheres, entretanto, este processo não ocorre e elas desenvolvem um quadro de diabetes gestacional, caracterizado pelo aumento do nível de glicose no sangue. Quando o bebê é exposto a grandes quantidades de glicose ainda no ambiente intrauterino, há maior risco de crescimento excessivo (macrossomia fetal) e, consequentemente, partos traumáticos, hipoglicemia neonatal e até de obesidade e diabetes na vida adulta.

Outros tipos

São decorrentes de defeitos genéticos associados com outras doenças ou com o uso de medicamentos. Podem ser: defeitos genéticos da função da célula beta defeitos genéticos na ação da insulina doenças do pâncreas exócrino (pancreatite, neoplasia, hemocromatose, fibrose cística, etc.) induzidos por drogas ou produtos químicos (diuréticos, corticoides, betabloqueadores, contraceptivos, etc.).

Principais sintomas tipo 1: vontade de urinar diversas vezes fome frequente sede constante perda de peso fraqueza fadiga nervosismo mudanças de humor náusea vômito.

Principais sintomas tipo 2: infecções frequentes alteração visual (visão embaçada) dificuldade na cicatrização de feridas formigamento nos pés furúnculos.

Como prevenção, um simples exame de sangue pode revelar se você tem diabetes. Com uma gotinha de sangue e três minutos de espera, já é possível saber se há alguma alteração na taxa de glicemia. Caso a alteração seja considerável, será necessária a realização de outros exames, mais aprofundados. 

Fonte: Ministério da Saúde



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