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Janeiro Roxo: mês de combate à hanseníase


Durante todo o mês, o Janeiro Roxo, ações chamam a atenção da população e de profissionais de saúde para os sinais e sintomas e alertam para a importância do diagnóstico precoce, tratamento oportuno e ações de controle da doença.

O combate ao estigma e à discriminação também faz parte das ações. Por isso, nesta celebração é importante lembrar que a enfermidade, marcada por um passado triste de discriminação e isolamento de pacientes, possui tratamento eficaz e pode ser curada.

É essencial a conscientização da população e também dos profissionais de saúde. Muitos mitos e preconceitos sobre a hanseníase ainda confundem as pessoas, o que prejudica tanto a prevenção quanto o tratamento. Conhecer a doença é fundamental para que o tratamento seja realizado da forma adequada.

Quanto antes a pessoa iniciar o tratamento, menores são as chances de surgirem incapacidades físicas, além de favorecer a interrupção da cadeia de transmissão. A hanseníase deixa de ser transmitida poucos dias após o início do tratamento. Além disso, é reforçada a importância de que familiares, amigos e colegas de trabalho também sejam examinados.

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza o tratamento e acompanhamento da doença em unidades básicas de saúde e centros de referências. O tratamento da doença é realizado com a poliquimioterapia, uma associação de antibimicrobianos, recomendado pela Organização Mundial de Saúde. Os medicamentos são seguros e eficazes. O paciente deve tomar a primeira dose mensal supervisionada pelo profissional de saúde. As demais são realizadas pelo próprio paciente.

Sintomas da Hanseníase

• Manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas, em qualquer parte do corpo, com perda ou alteração de sensibilidade térmica (ao calor e frio), tátil (ao tato) e à dor, que podem estar principalmente nas extremidades das mãos e dos pés, na face, nas orelhas, no tronco, nas nádegas e nas pernas.

• Áreas com diminuição dos pelos e do suor.

• Dor e sensação de choque, formigamento, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas.

• Inchaço de mãos e pés.

• Diminuição sensibilidade e/ou da força muscular da face, mãos e pés, devido à inflamação de nervos, que nesses casos podem estar engrossados e doloridos.

• Úlceras de pernas e pés.

• Caroços (nódulos) no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos.

• Febre, edemas e dor nas juntas.

• Entupimento, sangramento, ferida e ressecamento do nariz.

• Ressecamento nos olhos.



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