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Enfermeiros da linha de frente contra a Covid-19 relatam os desafios da pandemia


Imagine lidar todos os dias com um inimigo invisível que tem tirado a vida de milhares de brasileiros há mais de um ano. Mesmo com medo, profissionais da saúde seguem buscando oferecer o melhor atendimento aos pacientes que  dependem do seu trabalho para que possam vencer essa batalha.

Esta é a luta diária de enfermeiros no Brasil e no mundo que atuam na linha de frente da Covid-19 em hospitais Na semana em que é comemorado o Dia Internacional da Enfermagem, profissionais do Hospital Geral de Carapicuíba, que representam uma grande e incansável equipe, relatam os desafios da profissão.

A enfermeira Tatiana Léia de Barros, 43 anos, atua na área há 20 anos e hoje é chefe das unidades de Pronto-Socorro e UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do HGC.

Logo no início da manhã, Tatiana realiza uma ronda na UTI Covid para avaliar os pacientes, verifica as demandas de vaga para internação, além de passar as instruções à equipe. A profissional explica que este olhar atento aos enfermeiros é fundamental, pois “eles são o nosso principal instrumento de qualidade na assistência de enfermagem."

Desafios

A enfermeira considera que uma das mais importantes mudanças no seu trabalho foram os desafios diários para lidar com o novo coronavírus. " uma doença de difícil controle, desconhecida, em que precisamos desenvolver emoções e sentimentos para lidar da melhor maneira possível com a situação, equipe e pacientes dentro do desconhecido,” explica.

Já o enfermeiro Luciano Morais dos Santos, de 41 anos, trabalha na enfermagem há 19 anos, e afirma que lidar com a pandemia mudou a sua relação com a família. Para proteger a mãe de 63 anos e a avó de 83, ambas do grupo de risco, ele optou por vê-las apenas por videochamadas e há mais de um ano não mantém contato presencial.

Ele trabalha em dois hospitais prestando toda assistência aos pacientes, principalmente na UTI em que, segundo ele, 90% deles são dependentes totalmente dos cuidados da enfermagem.

“Passei a ter uma nova visão da vida, como se uma lupa, uma lente de aumento tornasse as coisas simples, as mais importantes. Como um simples abraço ou um beijo, algo normal no passado e hoje impensável para nós que estamos na linha de frente do combate ao coronavírus,” relata.

Orgulho

Tanto Tatiana quanto Luciano se orgulham da profissão que escolheram e do trabalho que os enfermeiros têm desempenhado durante a pandemia de Covid-19. A chefe da enfermagem é categórica ao expor a importância da equipe em um ambiente hospitalar.

“Eu sou enfermeira há 20 anos e sem a enfermagem não se tem o cuidar, não se tem assistência, não tem saúde. Haja vista que nós somos o maior corpo clínico de qualquer instituição. ” Luciano complementa ao dizer que “sem enfermagem não se faz saúde. ”



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